Lacuna, de José Emílio-Nelson, é uma obra de poesia contemporânea profundamente provocadora, onde a linguagem se transforma num espaço de confronto entre literatura, filosofia, religião e psicanálise. Através de uma escrita intensa, fragmentária e simbolicamente densa, o autor questiona a tradição cristã, a culpa, o sofrimento, o desejo e os mecanismos de poder que moldam a condição humana, propondo uma reflexão radical sobre a existência e os limites da linguagem.

Com uma forte dimensão filosófica e estética, Lacuna revisita referências como Nietzsche, Bataille, Lacan, Baudrillard e Sade, explorando temas como o niilismo, o sagrado, a perversão, a memória, o corpo e a criação artística. A obra desafia convenções morais e religiosas, cruzando poesia, ensaio e pensamento crítico numa experiência literária exigente, inquietante e profundamente original.

Destinado a leitores de poesia experimental e literatura contemporânea, Lacuna afirma-se como uma obra singular da poesia em língua portuguesa, capaz de interpelar, provocar e abrir novos caminhos de interpretação sobre a cultura, a espiritualidade e a liberdade criativa.